21 de junho de 2012

Eu

Me olho no espelho, sou eu. Sim, me reconheço ao olhar-me no espelho. Reconheço meu rosto, minhas curvas, curvas um pouco avantajadas, mas e daí? Sou eu. Reconheço meus olhos, e lá no fundo deles vejo-me com ainda mais clareza. No profundo do meu olhar enxergo a minha vida passando como um filme, enxergo o futuro que desejo [no momento] e também aquilo que me aguarda e eu não sei. Enxergo o ar de mistério que meus olhos têm, e também a realidade que são capazes de transmitir através de lágrimas saindo de si, ou de sorrisos em seus cantos externos. No espelho ainda vejo minha pele, branca, quase tão branca quanto a parede, e nela me reconheço. Em tudo o que ela forma e informa sobre mim. Vejo que minha personalidade não está no que sou, mas sim no que demostro ser através de tudo o que faço. Meu caráter, este sim, está no que sou, mas também está no que demonstro ser, e em tudo o que faço. Em cada ação que minha alma expressa através de meu corpo materializado, que no espelho agora vejo, demonstro meu eu, quem realmente sou. Sou tão frágil em mim, e as vezes me acho tão forte. Mas as vezes me acho tão fraca. Concluo que sou o que sou. Sou única, porém imperfeita. Mas sou incrível e simplesmente humana. Sou gente.

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