25 de novembro de 2012

Beija-Flor

Se eu for a sua Flor
Você será então
Meu Beija-Flor

20 de outubro de 2012

Tudo em ti

Seu cheiro
Seu rosto
Sua voz

Tudo em você me faz querer
Estar cada vez mais junto de
Você

31 de julho de 2012

Os botões

Naquele vestido
Havia cinco botões,
Idênticos eram
E verdes, limões

A limonada escorria
Em meio ao vestido
E adoçava os botões,
Que eram verdes, limões

A criança feliz,
Sorridente dizia:
- A limonada está doce!
E bebia, e bebia

Quanto mais limonada,
Mais manchava o vestido
E adoçava os botões,
Que eram verdes, limões

7 de julho de 2012

A queijadinha

Aquela queijadinha
Tão amarela era
E tão redondinha
Que deu água na boca

21 de junho de 2012

Eu

Me olho no espelho, sou eu. Sim, me reconheço ao olhar-me no espelho. Reconheço meu rosto, minhas curvas, curvas um pouco avantajadas, mas e daí? Sou eu. Reconheço meus olhos, e lá no fundo deles vejo-me com ainda mais clareza. No profundo do meu olhar enxergo a minha vida passando como um filme, enxergo o futuro que desejo [no momento] e também aquilo que me aguarda e eu não sei. Enxergo o ar de mistério que meus olhos têm, e também a realidade que são capazes de transmitir através de lágrimas saindo de si, ou de sorrisos em seus cantos externos. No espelho ainda vejo minha pele, branca, quase tão branca quanto a parede, e nela me reconheço. Em tudo o que ela forma e informa sobre mim. Vejo que minha personalidade não está no que sou, mas sim no que demostro ser através de tudo o que faço. Meu caráter, este sim, está no que sou, mas também está no que demonstro ser, e em tudo o que faço. Em cada ação que minha alma expressa através de meu corpo materializado, que no espelho agora vejo, demonstro meu eu, quem realmente sou. Sou tão frágil em mim, e as vezes me acho tão forte. Mas as vezes me acho tão fraca. Concluo que sou o que sou. Sou única, porém imperfeita. Mas sou incrível e simplesmente humana. Sou gente.

20 de junho de 2012

Existir x Viver

Existir é ser algo em si
Viver é ser algo fora de si

19 de junho de 2012

E agora, Margarida?

E agora, Margarida
Que você o deixou partir
Vai fazer o que da vida?
Vai chorar ou vai sorrir?

E agora, Margarida
Que abandonou seu amor
Vai viver sempre florida
Ou sentir tamanha dor?

E agora, Margarida?
Tarde demais pra ele voltar
Vá viver a sua vida
E deixe-o para lá!

E agora, Margarida?
Mas se foi você quem não quis
Deixe de se fazer de sofrida
E vá cuidar do seu nariz!

18 de junho de 2012

Decisão

Cansado de se torturar, Marcelo resolveu ser feliz.
Resolveu viver a sua vida como sempre achou que deveria.
Errando às vezes, tropeçando às vezes, mas sempre buscando acertar.
Marcelo olhou para a longa estrada que o aguardava bem à sua frente e disse:
- Estou pronto!

17 de junho de 2012

Temperatura

Tão quente e tão fria ao mesmo tempo era ela
Tão quente por o querer, e tão fria por recusá-lo

16 de junho de 2012

Coloquialidade

Gosto do modo coloquial. Escrever coloquialmente é jogar as palavras numa mesa para que todos as vejam. É jogá-las como se fossem um jogo de dama, e não de xadrez.

Escrever coloqualmente é simplificar as coisas. Quando falamos, utilizamos a linguagem coloquial, dizemos "tá", "né", "cê", etc. E isso é tão bonito! É moldar as palavras na ponta de nossa língua para sentirmos todo o seu sabor.

Sem essa de que o erudito é certo, o erudito é fino e o erudito é melhor. O erudito é impalpável, oras. Devemos gostar daquilo que somos, daquilo que vivemos, do que se faz presente em nós.

"Então, seu coloquial, cê vem ou num vem tomá um cafezin comigo hoje à tarde?"

15 de junho de 2012

Sem fim

Ela ouviu a sua respiração
E logo em seguida sentiu suas mãos
Então tomou-se daquilo e nunca mais deixou acabar

Criação

Vivo criando coisas. E essas coisas que crio, quando gosto um pouquinho guardo. Mas hoje vejo que já não as tenho onde guardar.

Geralmente o que eu invento é composto por palavras. E não por palavras ditas, mas por palavras redigidas. Aí guardar fica ainda mais fácil, é só pôr folha a folha numa pasta, ou ainda, com toda a modernidade existente, pôr arquivo a arquivo numa pasta digital.

Só que agora cansei de todo esse esconde-esconde. Confesso que sempre fui muito boa nessa brincadeira, mas agora chegou a vez de dar a vez. Portanto, revelo-me aqui. Com gestos que a todos transmito em forma de palavras. Ofereço para que as saboreiem, e caso gostem, voltem para pegar mais uma fatia. Como se cada um dos textos escritos aqui, juntos formassem um grande bolo. Um enorme e delicioso bolo composto por letras.